Transações com Argentina e Uruguai têm a facilidade de usar moeda local

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Transações com Argentina e Uruguai têm a facilidade de usar moeda local

Por meio do Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML), exportadores podem receber os valores de suas mercadorias e serviços em sua conta bancária, sem necessidade de contrato de câmbio.

​Você sabia que é possível fazer remessas e efetuar pagamentos pela compra de bens e serviços em suas moedas locais? Por meio do Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML), é possível realizar transações com o Uruguai e a Argentina sem a necessidade de contrato de câmbio. O mesmo poderá ser feito, em breve, com o Paraguai.

O sistema de pagamentos internacionais amplia a integração econômica e financeira entre os países participantes, facilitando o acesso de pequenos e médios usuários ao comércio exterior.


Qual a vantagem?
No caso dos exportadores brasileiros, utilizar o SML permite estabelecer o preço das exportações em reais e receber os valores correspondentes diretamente em sua conta bancária.

“Essa sistemática favorece tanto as empresas que têm seus custos de produção gerados majoritariamente em moeda nacional, não as expondo ao risco cambial, bem como aquelas que buscam diminuir seus custos de transação, tendo em vista a dispensa de contratação de câmbio”, explica Rodolfo de Fontes Oliveira, chefe de divisão no Departamento de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC).

Destacam-se, ainda, vantagens como controle facilitado do fluxo de caixa das empresas, além da operação simplificada.

Como não é feito contrato de câmbio, os valores das operações realizadas no SML são convertidos utilizando a Taxa SML, composta pela taxa de referência do banco central de cada país participante do sistema em relação ao dólar dos Estados Unidos (no Brasil, a PTAX). Ela é calculada com base nas grandes operações cambiais contratadas pelos bancos, resultando em uma conversão vantajosa, à qual dificilmente um pequeno exportador/importador teria acesso por meio do câmbio convencional.

Caso a ordem de pagamento seja denominada na moeda do país destinatário dos recursos, o valor em moeda nacional a ser pago pelo remetente será baseado na aplicação da Taxa SML, divulgada no site do Banco Central do Brasil, podendo também ser baseado em uma taxa de câmbio negociada com a IFA.

Caso a ordem de pagamento tenha sido denominada na moeda do país do remetente dos recursos, o valor será convertido com base na aplicação da Taxa SML de forma a ser recebido pelo destinatário em sua própria moeda.

Operações permitidas
Podem ser feitos pagamentos de operações de comércio de bens, assim como de serviços e despesas a elas relacionados, além de transferências unilaterais classificadas como Aposentadorias e Pensões.

Para o Uruguai permite-se, ainda, efetuar transferências de pequeno valor (Remittances) e pagamentos de operações de serviços associadas ou não ao comércio de bens, ou seja, de qualquer natureza, exceto os pagamentos referentes a serviços financeiros.

Aperfeiçoamento
Uma pesquisa feita recentemente pelo Derin, em conjunto com o Departamento de Tecnologia da Informação (Deinf) e com o Departamento de Comunicação (Comun), identificou informações de mercado relevantes. Constatou-se que é preciso fazer alguns aperfeiçoamentos para que as transações sejam menos burocráticas e mais simples.

https://edicao-www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/PublishingImages/Jornalismo%20Interno/Derin/SML%20ARGENTINA-URUGUAI/info2SML_Brasil_Argentina_Uruguai_Lais.png

Ainda assim, entre os usuários do Sistema, apurou-se que 50% dos respondentes concorda que os custos das operações são menores no SML, 47% dos entrevistados concordam que o pagamento/ recebimento ocorre de forma mais rápida, e 44% acreditam que a taxa de conversão entre moedas é mais vantajosa. A pesquisa também identificou que muitos empresários brasileiros desconhecem o Ssistema, apesar de estabelecerem relações comerciais com os países participantes. No levantamento, foi identificado, ainda, que há interesse, por parte dos usuários, de expansão do SML a outras regiões, além da América Latina.

Histórico
O BC opera o SML com o Banco Central da República Argentina desde 2008. Outro acordo do gênero foi o assinado com o Banco Central do Uruguai (BCU), em 2014, e vem operando normalmente, alcançando as expectativas das duas instituições. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail sml@bcb.gov.br ou acesse o FAQ no site do BC.

Fonte: Banco Central do Brasil

By |2018-02-15T16:31:33+00:00fevereiro 15th, 2018|Artigos|0 Comments

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